SOBRE A GRANDE MÍDIA E A ESQUERDA

É de certa natureza dos movimentos da esquerda de que seus protestos sigam uma narrativa que mantenham uma tendência que esteja em evidência mundial; por exemplo, recentemente um homem negro foi covardemente morto asfixiado por um policial estadunidense e, portanto, a resposta por parte dos estadunidenses não seria outra senão uma onda de protestos em todo país onde boa parte destes foram organizados por grupos muito bem articulados, os autointitulados “antifascistas”, que propagam abertamente o terror ao promover saques e violência por todas cidades onde operam.

Os grupos de esquerda usam de sua maléfica influência para se aproveitar dos maiores crimes contra a humanidade para justificar os seus, usando, também, a narrativa apaixonante de tomar como regras as exceções a fim de fazer valer suas claras deturpações da realidade e seus fatos, adaptando-os, assim, de acordo com o doentio pensamento revolucionário. A realidade é,então, a eterna inimiga do revolucionário, seja ele militante de rua ou influente pensador contemporâneo de voz mansa e frases muito bem elaboradas, o que, em verdade, nada vai além de mero sofisma.

Consequente a este esquema de narrativas sentimentalistas e apaixonantes, o ardor revolucionário, apelando ao lado irracional das pessoas, se alastrou pelo mundo como chamas em mato seco. De repente acharam a justificativa perfeita para renovar uma antiga narrativa propagada, principalmente, nos campos universitários, o tal “racismo institucional”, fazendo com que uma morte trágica se tornasse símbolo político na mão destes influenciadores, promovendo, literalmente, um “comício em cima de um caixão”, exaltando a narrativa, distorcendo fatos e, logicamente, ignorando o sofrimento e dor dos familiares que perderam um ante querido.

Como de praxe, a esquerda, em sua totalidade, se arroga de uma tal idealizada moralidade para executar as ações mais pérfidas em proveito de ideologias totalitárias e assassinas disfarçadas de democratas e humanistas, mas a verdade é que adoram ter um cadáver fresco como mártir para fazer política e enganar os desavisados. Assim foi com Marielle Franco no Brasil, e assim está se seguindo com George Floyd nos Estados Unidos da América.

Fazendo uma análise deste último, sobre o que está acontecendo atualmente no Brasil, e como muito do que acontece em nossa política é reflexo direto do que acontece nos Estados Unidos, não tardou para que a narrativa de que há um “racismo institucional” chegar em território brasileiro a tona novamente. Grupos “Antifascistas” se organizaram na cidade de São Paulo e Curitiba e o resultado não poderia ser outro senão a depredação total das ruas das capitais paulista e paranaense onde abrigaram esses tais manifestantes, mas que, de acordo com a grande mídia brasileira, essas manifestações terroristas eram nada mais que o símbolo maior da Democracia. Logicamente, não diferente de todas as anteriores manifestações da esquerda, acabou em violência e agressões entre “policiais fascistas comandados pelo grande capital” e “manifestantes pró-democracia”.

Nada demorou para que a grande mídia utilizasse sua abrangência comunicativa nos grandes centros urbanos para propagar, novamente, também, inverdades sobre uma tal relação íntima do Presidente da República com ideais racistas. O desespero para relacionar estes dois componentes tão divergentes é tanto que até mesmo o ato de beber um copo de leite em uma transmissão ao-vivo virou uma espécie de manifestação racista e, claro, como não poderia faltar em um discurso ensaiado e repetitivo, onde a intenção é tentar conciliar ideais tão contraditórios de alguém que é apoiado pela comunidade judaica, ao nazismo, ou melhor, Nacional-Socialismo.

O que há é uma operação de inteligência que busca justificar barbaridades de toda natureza para que não se faça valer o voto do conservador que está cansado das barbaridades feitas por muitos poderes do Estado Brasileiro que visam, de toda maneira, intervir diretamente em sua vida e em sua família.

De um lado há a grande mídia, já enfraquecida em decorrência dos cortes das verbas do governo federal, que vê na derrubada do presidente como a resolução de seus problemas financeiros, e que através de sucessivos intentos de desinformação e manipulação dos fatos visa chegar a este fim. Do outro lado, nas ruas das grandes cidades, palco de manifestações de todas as naturezas políticas, há os movimentos terroristas da esquerda que, ao ver os dados forjados pela grande mídia, veem a todo momento justificativas das quais necessitavam para agir nas ruas de acordo com a natureza selvagem e irracional que têm; estes atuam como uma verdadeira manada dos oprimidos pelo racismo por eles mesmos inventaram para combater. A falta de bases de sustento para esta tal luta resulta na consequente relativização do que é ou não o racismo, o que sempre redunda numa dialética maniqueísta onde o racista, ou fascista, ou qualquer tipo de outro xingamento de cunho político, é sempre o opositor do idealismo cego propagado pelos grupos da esquerda.

Um completa o outro neste pacto demoníaco onde a visão é sempre o proveito destes grupos: a grande mídia quer perpetuar sua influência e, consequentemente, faturar com grandes financiamentos governamentais, o que só é possível em um governo administrado por uma esquerda política que busca na propaganda camuflar seus desastres econômicos e administrativos; as lideranças de esquerda, por sua vez, sendo respaldadas pela mídia através de manchetes demagógicas e descoladas da realidade, veem a oportunidade de reativar a militância e manter a chama revolucionária acesa até o começo das próximas eleições. É nítido, vemos aqui um sistema que naturalmente se mantém por meio da total deturpação da verdade e do dinheiro do pagador de impostos, algo irônico pois falamos da mídia “imparcial” e da esquerda “popular”. É desta cumplicidade que podemos tirar duas certezas que vão de encontro ao senso comum: a primeira é de que “se pagarmos, a mídia fala até a verdade”; a outra é de que “socialismo para você, mordomias do livre-mercado pra mim”.


Autor: Micael Thomas Scunderlick, Líder do MAB na Bahia

0 visualização