GLENN GREENWALD DESMASCARA O CLUBINHO DOS JORNALISTAS DA ESQUERDA

Tradução de trechos do artigo em que o Glenn Greenwald justifica seu pedido de demissão do Intercept. É um importante relato de como grande parte da imprensa americana e mundial age como um braço dos Partidos de Esquerda e censura notícias contra seus candidatos preferidos.


Segue abaixo tradução do pedido de demissão:


MINHA DEMISSÃO DO INTERCEPT
As mesmas tendências de repressão, censura e uniformidade ideológica que geralmente empesteiam a imprensa nacional engoliram o jornal do qual eu fui cofundador, culminando na censura dos meus próprios artigos.
Hoje eu enviei minha carta de intenção de demissão do Intercept, o jornal que eu co-fundei em 2013 com Jeremy Scahill e Laura Poitras, assim como da empresa relacionada First Look Media.
A gota d’água foi que os editores do Intercept, violando meu direito contratual de liberdade editorial, censuraram o artigo que eu escrevi nesta semana, recusando a publicação a não ser que eu removesse todas as passagens críticas do candidato à presidência pelo Partido Democrata Joe Biden, o candidato fervorosamente apoiado por todos os editores do Intercept sediados em New York e envolvidos nessa tentativa de silenciamento.
O artigo censurado, embasado em e-mails recentemente revelados e relatos de testemunhas, levantou sérias críticas sobre a conduta de Joe Biden.
Eu não tenho objeção alguma à discordância deles em relação à minha visão das evidências contra Joe Biden: como uma última cartada para que eu não fosse censurado, encorajei-os a publicar suas discordâncias, postando seus próprios artigos com críticas à minha perspectiva permitindo que os leitores decidissem quem está certo, da forma que qualquer veículo confiante e saudável faria. Mas veículos de mídia modernos não veiculam dissidências, eles as esmagam. Então censurar meu artigo, em vez de discuti-lo, foi o caminho que escolheram.
Não foi uma escolha fácil: eu estou voluntariamente sacrificando o apoio de uma grande empresa e um salário garantido em troca de nada mais do que a crença de que há muitas pessoas que acreditam nas virtudes do jornalismo independente e na necessidade de discurso livre que estará disposta a custear meu trabalho, por meio de assinaturas.
Como qualquer pessoa com crianças pequenas, uma família e inúmeras obrigações, eu fiz isso com relutância, mas também com a convicção de que não há outra escolha. Eu não poderia dormir à noite sabendo que eu permiti que uma instituição censurasse o que eu pensava e queria dizer — muito menos a instituição que eu co-fundei com o objetivo explícito de garantir que isso nunca acontecesse com outros jornalistas, nem comigo, nem porque eu escrevi um artigo crítico a um poderoso político Democrata fervorosamente apoiado pelos editores na iminente eleição.
Mas as patologias, o anti-liberalismo e a mentalidade repressiva que levaram ao bizarro espetáculo de eu ser censurado no meu próprio jornal não são, de forma alguma, exclusividade do Intercept.
Esse vírus contaminou todas as organizações políticas convencionais de centro-esquerda, instituições acadêmicas e redações. Eu comecei a escrever sobre política há 15 anos, com o objetivo de combater a propaganda e a repressão praticadas pela imprensa.
E — independentemente dos riscos — simplesmente não posso aceitar qualquer situação, não importa o quão segura ou lucrativa, que me force a submeter meu jornalismo e minha liberdade de expressão aos seus sufocantes limites e a suas ordens dogmáticas.

Se o próprio Glenn Greenwald está dizendo que a grande imprensa americana, o Vale do Silício e até o Intercept estão sistematicamente censurando qualquer matéria ou artigo de opinião mostrando a corrupção da família Biden, quem seríamos nós para discordar?

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