A LIBERDADE É NOSSO DIREITO MAIS PRECIOSO. LUTE POR ELA HOJE, ENQUANTO AINDA É POSSÍVEL

Ditadura

(Eduardo Vieira - 22/dez/2020)


Muitas vezes na vida, para entendermos uma questão adequadamente, é preciso dar um passo para fora do problema e despersonalizar ao máximo. Daí se extrai os princípios morais da questão minimizando a influência da nossa opinião sobre os envolvidos no fato.


Temos então um jornalista outsider, como todos os que tem uma cosmovisão conservadora. Este jornalista começa a fazer matérias investigativas sobre diversos homens poderosos, incluindo alguns membros do 5TF.


Em paralelo vimos, depois da surpreendente eleição de Bolsonaro (supreendente para o establishment, claro), um esforço claríssimo de sabotagem do governo federal, via Congresso e via 5TF. Elementos de escalões mais baixos também agem diariamente contra o governo, mesmo agora pertencendo a ele.


Dentro das ações visando minar o presidente temos um plano um pouco mais organizado que poderia culminar num impeachment. Tentativas de enrolar a presidência já houve algumas, incluindo alguns pedidos desesperados de aumento de gastos sem lastro. Mas fiquemos nesse plano, que envolvia o Maia, o Gilmar e mais alguns, de acordo com o ministro Paulo Guedes.


Todas essas armações estavam sendo percebidas e divulgadas por diversos agentes de mídia, inclusive o jornalista exemplo. Posso citar o Allan dos Santos como outro exemplo, com o seu Terça Livre. E existem outros.


O que o establishment fez então? Montou uma lista de influenciadores, divulgadores e investigadores. Lançou a ridícula narrativa de que haveria um conluio, uma organização bizarra centralizando esses esforços, que contaria com uma enorme rede de robôs que seriam os responsáveis pela subida rápida das hashtags da direita. Qualquer bocó sabe que existem alguns milhões de cidadãos de direita indignados o suficiente para participar alegremente da subida de hashtags mas isso não importa aos que teceram essa frágil teia. A verdade não é necessária para quem detém o poder.


Para acabar com essa importante frente de divulgação da inconveniente verdade o 5TF criou ilegalmente o chamado Inquérito das Fake News. Digo ilegalmente porque foi mesmo. Um tribunal não pode iniciar investigação alguma. Mas a agressão à democracia não pára por aí. Vários jornalistas e ativistas foram presos e até hoje se encontram em prisão domiciliar, como se fossem bandidos como um José Dirceu, mas sem acusação formal. É mais que bizarro. É uma aberração inédita. Que não esteja todo o país gritando abertamente contra essa violência é péssimo indicador do caráter das nossas classes dominantes. É literalmente vergonhoso.


Quando um ente de poder ignora a lei e faz cumprir meramente a sua vontade, sem respaldo legal e impunemente, está configurado o fim da democracia. E é o que temos aqui. Uma ditadura. Se é do 5TF, de um grupo de 20 bandidos ou mais, não sei. Mas sei que chamar isso de qualquer outra coisa que não ditadura é curvar-se ao autoritarismo e à violência.


Finalmente chegamos no ato a ser analisado. Depois de toda essa história temos o nosso jornalista exemplo indo fazer uma visita a um gabinete do governo federal. É um desrespeito à determinação judicial? Pode ser, se não houve permissão. Mas há que ser um imbecil de grau peculiarmente alto para se justificar o que se seguiu baseado nessa minúscula violação. Para quem tem o crânio enfiado num lugar escuro, vou lembrar que nesse país assassinos contumazes podem sair da prisão para passear algumas vezes por ano e bandidos ainda piores ficam sem julgamento e sem condenação porque contam com suspeitíssima lentidão nos seus processos dentro do mesmo 5TF. Então achar que o jornalista cometeu pecado mortal e deve ir para uma penitenciária é um absurdo. Mas sigamos.


O jornalista foi então visitar alguém num ministério e lá foi preso. Sendo um preso absolutamente inofensivo, deveria ter sido levado para a PF, como é o praxe nesses casos. Mas foi levado para uma penitenciária onde estão presos perigosos. O absurdo aqui é completo e é mais uma prova cabal de que não estamos numa democracia e "estado de direito" é uma verdadeira piada.


Mas o pior ainda está por vir. Uma vez na penitenciária, o jornalista é levado na surdina de lá para um hospital, sem aviso a ninguém, sem registro de entrada, sem nada. Isso é muito irregular, ao menos aos meus olhos. O motivo foi que o jornalista tomou um "tombo" consertando o chuveiro.


Depois de tudo isso que contei, se o leitor ainda considerar provável que tenha sido um acidente ele deve procurar um psiquiatra com rapidez. O resultado desse curioso acidente parece ser que o jornalista ficou tetraplégico. Sim, você leu direito. Nesse momento ele está incapacitado para andar, com lesão na vértebra torácica T5, pelo que diz um laudo, cuja autenticidade não me cabe avaliar.


Resumo rápido:


- Bolsonaro eleito

- Establishment esquerdista pego de surpresa

- Establishment age para derrubar o presidente

- Jornalistas de direita investigam e denunciam

- 5TF inventa inquérito ilegal

- PF faz diversas diligências capturando equipamentos e intimidando os jornalistas

- Ex-ministro Weintraub sai corrido do Brasil para evitar a prisão

- Allan dos Santos sai do Brasil

- Vários ativistas e jornalistas são presos ilegalmente

- Oswaldo Eustáquio (nosso jornalista exemplo) insiste em investigar e divulgar as falcatruas mesmo em prisão domiciliar

- OE rompe a prisão domiciliar para ir a ministério em Brasília.

- OE é preso na Papuda

- OE sofre "acidente" e fica paraplégico


Alguém ainda crê que o Brasil vai se resolver por meio de palestras e eleições com urnas eletrônicas? Ou por meio de "pressão" em cima do Senado?


Qual senador se ergueu ferozmente contra os abusos cometidos contra a liberdade de cidadãos inocentes?


Agora veio a vacina e a extensão das restrições sob pretexto do vírus chinês. Quando a PF bater na sua casa para levar seu filho para ser vacinado, que senador vai te defender, meu caro leitor?


Quando você não puder viajar para aquela oportunidade única de trabalho, ou apenas para passear, vai fazer uma petição ao ministério público?


A liberdade é nosso direito mais precioso. Lute por ela hoje, enquanto ainda é possível.


Estamos em uma ditadura.

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